No Texas, proibir o aborto foi anunciado como ato de proteção à vida, mas dados dizem outra coisa.
Depois que a proibição entrou em vigor, as mortes de bebês no estado subiram 12,9% em um ano. No resto dos EUA, o aumento foi de 1,8%.
Sem exceção para gravidez de alto risco, gestações inviáveis são levadas até o fim, e o bebê morre pouco depois de nascer.
Além disso, entre 2019 e 2022 a mortalidade materna no Texas subiu 56%, contra 11% no restante do país. Médicas relatam um medo que não existia antes da lei: o medo de agir a tempo em emergências obstétricas, por receio de responder na justiça como profissionais que auxiliaram a fazer um aborto.
O controle disfarçado de cuidado tem custado vidas.
Referências:
ð¹ JAMA Pediatrics, julho/2024; Artigo “Infant Deaths After Texasâ 2021 Ban on Abortion in Early Pregnancy”. https://jamanetwork.com/journals/jamapediatrics/fullarticle/2819785
ð¹ NBC News, setembro/2024; Artigo “A dramatic rise in pregnant women dying in Texas after abortion ban” , com dado do Gender Equity Policy Institute. https://www.nbcnews.com/health/womens-health/texas-abortion-ban-deaths-pregnant-women-sb8-analysis-rcna171631
ð¹ GENDER EQUITY POLICY INSTITUTE, abril/ 2025; Reportagem “Maternal Mortality in the United States After Abortion Bans”. https://thegepi.org/maternal-mortality-abortion-bans/
ð¹ CNN Health, 13 Fev/ 2025; Artigo “Abortion bans in US led to more births and infant deaths, especially among vulnerable groups”. https://www.cnn.com/2025/02/13/health/abortion-bans-lead-to-births-infant-deaths
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