Toda criança deveria ter a possibilidade de descobrir quem quer ser. Ter tempo e acolhimento para brincar, aprender, mudar de ideia e imaginar futuros possíveis.
Quando uma criança engravida, porém, sua infância pode ser atravessada pela expectativa de que ela assuma responsabilidades que não são de uma criança. Ainda hoje, muitas meninas no Brasil passam por uma gravidez e são colocadas diante da maternidade antes mesmo de terem vivido plenamente a própria infância.
Nenhuma criança deveria ser tratada como adulta porque engravidou, e ser forçada à maternidade. Proteger a infância também é garantir acesso à informação, cuidado e autonomia para que meninas possam decidir sobre seus corpos.
Neste Dia das Crianças, que a gente defenda o direito de toda menina a viver sua infância, sem que a maternidade seja tratada como destino.
Criança não é mãe.



