A OMS transferiu a combinação de mifepristona + misoprostol, utilizada para aborto medicamentoso, da Lista de Medicamentos Essenciais Complementares para a Lista Modelo Principal de Medicamentos Essenciais. Parece pouca coisa mas não é não: isso só reforça a importância desses medicamentos estarem acessíveis, como garantia de um aborto seguro que não coloca em risco a vida das mulheres. Uma outra mudança foi a retirada da necessidade de um médico ou médica supervisionarem de perto a administração desses comprimidos, uma vez que eles são bastante seguros. Na prática, isso dá mais autonomia para as mulheres poderem realizar o procedimento. Por fim, a lista agora inclui a dosagem necessária de cada uma das medicações. O que não mudou foi a ressalva, no documento, de que as orientações são válidas para países em que o aborto é liberado por lei - o que não é o caso do Brasil, que criminaliza o aborto e restringe o uso do misoprostol a hospitais credenciados no SUS que fazem aborto legal (ou seja, em caso de risco de vida pra mulher, em gestação fruto de estupro ou em casos de fetos anencefálicos). Pra acessar a lista completa é só entrar aqui: http://bit.ly/2MdsZAm