[relato de violência sexual] #justiciaparapaola Paola era uma menina equatoriana de 14 anos que estudava em uma escola pública. Ela estava com problemas em algumas matérias e, ao pedir ajuda ao diretor, foi estuprada em troca de melhorar seu rendimento escolar. Os abusos duraram quase 2 anos, até que Paola engravidou. O diretor determinou que ela abortasse com a ajuda do médico da escola, que disse à Paola que só faria o aborto se eles tivessem relações sexuais. Uma manhã, Paola tomou fósforo branco e foi para a escola. Chegando lá, passou mal e foi levada à enfermaria. Ao invés de ajudá-a, as enfermeiras a fizeram rezar e pedir perdão pelo que havia feito. Hoje acontece uma audiência pública na Corte Interamericana de Direitos Humanos para discutir uma ação de reparação para a mãe de Paola e responsabilização do Estado, 18 anos após a morte da filha e o silêncio do Estado equatoriano. Daqui, apoiamos nossas companheiras equatorianas na luta por justiça e memória feminista! Pra saber mais sobre o caso, no nosso stories tem uma matéria escrita por Debora Diniz sobre esse caso!



