Segundo dados do Observatório Obstétrico Brasileiro Covid-19 (OOBr Covid-19), o número de mortes de grávidas e puérperas mais que dobrou em 2021, em relação a 2020. Quase um terço dessas mortes maternas podem ser atribuídas à falta de assistência adequada, em particular pela falta de leitos em UTIs e intubação além de situações surreais como a administração criminosa de hidroxicloroquina inalável em grávidas e puérperas.
Como resposta a esse cenário de crise, o secretário de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, Raphael Câmara, recomendou a brilhante medida de que mulheres adiem a gravidez nesse período crítico da pandemia.
Essa recomendação seria cômica se não fosse trágica e só ressalta o descompromisso do governo com a realidade das mulheres, que estão passando por inúmeras dificuldades durante esse período, com acesso dificultado a tudo que é serviço básico, inclusive e principalmente aos programas de planejamento familiar.
Sabemos que a prevenção a uma gravidez não é algo tão simples assim de ser garantida, mulheres são completamente responsabilizadas e agora o governo federal ainda coloca mais esse fardo sobre as mulheres ("não engravide, você pode morrer") ao invés de priorizar o acesso a medidas de planejamento reprodutivo e prioridade na atenção ao atendimento de gestantes e puérperas. . Nos apoie! Curta, salve, compartilhe e ajude a aumentar o engajamento do nosso conteúdo!



