O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA, na sigla em inglês) acaba de publicar um relatório, intitulado Meu corpo me pertence, com base em informações de 57 países (a maioria na África subsaariana). Foi realizada uma pesquisa para aferir a autonomia corporal, usando como metodologia a realização de três perguntas a mulheres de 15 a 49 anos: - quem geralmente toma as decisões sobre os cuidados de saúde para você? - Quem geralmente decide se você deve ou não usar anticoncepcionais? - Você pode dizer não ao seu marido ou parceiro se não quiser ter relações sexuais?

Para aferir a autonomia reprodutiva, as mulheres precisavam afirmar que tomavam próprias decisões nas três questões que foram perguntadas. Os resultados mostraram então que apenas 55% das meninas e mulheres tomavam suas próprias decisões sobre seus corpos.

Essa é a realidade de milhões de mulheres. Estão privadas de tomar decisões básicas e essenciais sobre seus corpos e suas vidas. São forçadas a casar-se, proibidas de usar contraceptivos, obrigadas a fazer sexo com o marido, alijadas de cuidar da própria saúde. Milhões e milhões de mulheres estão apartadas de qualquer possibilidade de planejamento familiar e prevenção contraceptiva. São obrigadas a casar-se e a terem filhos.

Enquanto mulheres estiverem submetidas a essa lógica patriarcal de dominação que controla nossos corpos para nos manter na posição de mães e esposas, estaremos completamente sujeitas. Retomar o controle dos nossos corpos é retomar nossa autonomia. .

Você pode conferir o relatório “Meu corpo me pertence” aqui: https://brazil.unfpa.org/autonomia, ou por meio das redes @unfpabrasil @unfpa .

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