A violência contra as mulheres tem uma incidência quase epidêmica. Uma em cada três mulheres no mundo já sofreu violência física ou sexual e esta é uma violência que precisa ser identificada de maneira a permitir o acolhimento e a assistência adequada às vítimas. No entanto, a formação do profissional de saúde, em geral, não inclui a discussão dos direitos humanos, sexuais e reprodutivos em suas estruturas curriculares.
Dessa forma, a Comissão Nacional Especializada em Violência Sexual e Interrupção Gestacional Prevista em Lei da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) referendou a produção do documento: Diretrizes para o atendimento em violência sexual: o papel da formação médica.
O conteúdo, completamente baseado em evidências científicas sobre a temática proposta e seus resultados tem por objetivo contribuir para a prática clínica e a atenção adequada para a paciente vítima de violência sexual.
Dentre outras recomendações, o documento sugere que questões relacionadas à saúde sexual e reprodutiva sejam incluídas nos currículos dos cursos de graduação em Medicina e outras áreas da saúde, assim como nas pós-graduações e Programas de Residência Médica em Ginecologia e Obstetrícia, e nas atividades de educação continuada.
Não existe assistência de qualidade à saúde das mulheres sem profissionais de saúde adequadamente preparados e comprometidos com as questões sexuais e reprodutivas, com destaque para a atenção a vítimas de violência sexual e interrupção da gravidez nos casos previstos em lei.
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