El Salvador é o país da América Latina com uma das legislações mais rigorosas sobre o aborto, não o permitindo sob nenhuma circunstância (nem estupro, nem risco de vida para mulher), e ainda criminalizando mulheres que sofrem aborto, mesmo que não provocado.

A rigidez legal faz com que dezenas de mulheres, principalmente nas regiões mais pobres, sejam anualmente presas por abortos, até mesmo quando afirmam ter sofrido abortos espontâneos.

Este é o caso da salvadorenha Sara Rogel que aos oito meses de gestação sofreu uma queda em sua casa, foi levada inconsciente ao hospital e já acordou sendo presa por “homicídio qualificado”, sem saber ao menos o que aconteceu. Isso porque, segundo denunciam coletivos feministas, quando mulheres que chegam aos hospitais de El Salvador com sintomas de aborto induzido ou espontâneo, equipes hospitalares muitas vezes chamam a polícia antes mesmo de iniciar o seu tratamento.

Após quase dez anos da detenção de Sara, a Justiça de El Salvador decidiu comutar sua pena e, depois de várias audiências e processos, foi decretada sua liberdade condicional.

Segundo a ONG Agrupación Ciudadana, que advoga pela descriminalização do aborto em El Salvador, outras 16 mulheres estão presas atualmente no país em circunstâncias similares. Nos últimos anos, ações promovidas por esses grupos obtiveram a libertação de ao menos 50 mulheres condenadas por aborto.

Nossa luta pela autonomia reprodutiva das mulheres está longe de chegar ao fim, mas precisamos nos manter firmes e unidas para que nunca mais em lugar algum exista alguma mulher nem presa, nem morta por abortar.

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