O Parlamento Europeu aprovou uma resolução afirmando que o acesso seguro ao aborto é um direito humano e convocando os países da União Europeia a garantirem que a educação sexual seja abrangente para crianças desde o ensino fundamental.

O texto não tem poder vinculativo, ou seja, cada país é soberano para fazer suas próprias leis a respeito, mas a votação eleva a pressão sobre países como a Polônia, que restringiu a quase zero as possibilidades de aborto legal, e a Hungria, que limitou o ensino sobre sexualidade nas escolas públicas.

A resolução, aprovada por 378 votos a favor e 255 contra, afirma que qualquer interferência no acesso à contracepção, ao aborto, ao tratamento de infertilidade ou à assistência à maternidade “são uma forma de violência contra mulheres e meninas e impedem o progresso em direção à igualdade de gênero” e também critica a adoção de “cláusulas de consciência”, que permitem que médicos se recusem a fazer um procedimento por discordarem dele. Deixar de atender pacientes "por motivos de religião ou consciência põe em perigo a vida e os direitos das mulheres", afirma o texto.

Para eurodeputados que apoiaram a resolução, leis altamente restritivas forçam mulheres a procurar abortos clandestinos ou levar a gravidez a termo contra a sua vontade, “o que é uma violação dos seus direitos humanos”. O texto aprovado pede acesso universal ao aborto seguro e legal, garantia de aborto legal no início da gravidez e de interrupção legal da gravidez se a mulher estiver em perigo. . . Curta, salve, compartilhe nossas informações e ajude a aumentar o engajamento do nosso conteúdo para que ele chegue em cada vez mais mulheres!