O Texas, segundo Estado mais populoso dos EUA, acaba de aprovar a lei mais restritiva do país contra o aborto. A lei texana proíbe o aborto, sem nenhuma exceção - nem mesmo estupro ou incesto - a partir do momento em que é detectado batimento cardíaco no feto — o que ocorre por volta das seis semanas, período em que nem sempre as mulheres sabem que estão grávidas.
A lei também encoraja uma verdadeira “caça às bruxas” uma vez que qualquer pessoa que processe um trabalhador da unidade de saúde, provedor de serviços de aborto ou qualquer pessoa que ajude alguém a fazer um aborto depois de seis semanas será recompensada com pelo menos US$ 10 mil (R$ 51,5 mil), pagos pelo réu. Ou seja, o mecanismo criará uma legião de denunciantes, com poder de polícia, à caça de recompensas, incentivando, na mesma proporção, tanto gananciosos quanto fanáticos da direita religiosa.
Esta trata-se da maior vitória, em meio século, dos grupos pró-vida e a consolidação da maioria conservadora na corte. A Suprema Corte dos Estados Unidos se recusou a bloquear a implementação da lei o que pode significar um incentivo à revisão da legislação em outros Estados conservadores como Kentucky, Alabama, Arkansas e Dakota do Norte, num efeito dominó que pode por em risco importantíssimas conquistas obtidas nos EUA em relação aos direitos reprodutivos das mulheres. . Curta, comente, salve, compartilhe e ajude a engajar este conteúdo.



