CONSEGUIMOS! Nossa pressão para que o relator do Estatuto do Nascituro, deputado Emanuel Pinheiro Neto (MDB-MT), retirasse o projeto de votação na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher deu certo. A estratégia de incidência política feminista contribuiu bastante para essa vitória: a retirada de pauta aconteceu porque a deputada Erika Kokay (PT-DF) e outras parlamentares apresentaram, na véspera, um novo projeto de lei, que foi apensado ao Estatuto - ou seja, agregado ao projeto original. Por isso, o parecer do relator precisaria ser revisado e apresentado novamente, não podendo ser votado na sessão de ontem.
GOLPE FUNDAMENTALISTA: Diante da possiblidade de encerrar a atual legislatura sem votar o Estatuto, as forças fundamentalistas entraram em ação: tentaram mudar o relator em cima da hora, autoindicando-se o deputado ultraconservador Diego Garcia (Republicanos-PR), para que o projeto com o novo apensado fosse votado ontem mesmo, sem necessidade de adiar a sessão.
A tentativa de golpe não deu certo, mas a presidenta da Comissão, a deputada e policial Katia Sastre (PL-SP), sugeriu que houvesse uma reunião para votar o novo parecer na próxima semana, dia 21 de dezembro, ainda que online. Por enquanto a convocação oficial não chegou, mas sabemos que as forças fundamentalistas estão pressionando para aprovar de qualquer jeito o Estatuto do Estuprador ainda este ano.
PRÓXIMOS PASSOS: Fiquem atentas que já já chega um novo chamado de ação pra gente impedir que esse absurdo aconteça! Por enquanto, seguimos nas redes denunciando #EstatutoDoEstupradorNÃO



