Falar de morte materna é falar das mortes de mulheres e pessoas que gestam durante a gravidez, no parto e no período pós parto.
O Brasil está entre os países do mundo que têm alta ‘razão de morte materna’ (RMM/ números de mortes por nascidos vivos). As tentativas de reduzir esse índicesempre enfrentaram barreiras, mas houve avanços. Mas com a pandemia de Covid-19 a situação voltou a se agravar.
De acordo com metas de desenvolvimento estabelecidas internacionalmente, o desafio brasileiro hoje é o de reduzir a RMM de 60 óbitos por 100 mil nascidos vivos –(dado de 2022) para 30 óbitos em 2030.
Cumprir esta meta depende de vontade política, recursos apropriados e um Estado disposto a assumir seu papel de assegurar acesso universal aos serviços de qualidade, sem qualquer tipo de discriminação, além de formação e informação para as práticas preventivas.
Parte desse desafio é garantir acesso ao aborto legal para gestantes em risco de vida, grávidas por estupro ou com diagnóstico de anencefalia fetal, uma vez que são muitas as que não conseguem este acesso, e se arriscam em procedimentos inseguros que podem levar à morte.
Para marcar o dia de hoje, Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher e Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna, conversamos com a professora Naiara Maria Santana Neves, doutora em antropologia, Professora do Depto. de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Santa Cruz e integrante do Fórum Estadual sobre Aborto Legal da Bahia, onde representa a REJUR.



