"Ela tinha duas crianças pequenas, que agora não têm mais mãe. Ela tinha uma bolsa do governo federal [para o ensino superior], estava no primeiro ano de enfermagem. Era uma mulher indígena que tinha uma perspectiva de realizar o trabalho em saúde na sua própria comunidade, e de repente tem a vida devastada por uma violência sexual, por uma violência do Estado e por todas as barreiras que foram impostas a ela", diz Mariana Nunes, Defensora Pública do Núcleo de Promoção e Defesa dos Direitos das Mulheres (Nudem) do Paraná, que atendeu Miriam Bandeira dos Santos.