A legislação sinaliza que a violência contra as mulheres não é tolerada. Entretanto, o problema cresceu e os números apontam um cenário crítico. É o que mostra a 5ª edição da pesquisa “Visível e invisível: a vitimização de mulheres no Brasil” do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e Instituto Datafolha, baseada em entrevistas com vítimas.

Esta nova edição da pesquisa destaca que mulheres têm sofrido agressões diante de testemunhas, mas isso não tem contribuído para cessar o ciclo de violências. Elas seguem aumentando no ambiente da casa e têm os parceiros íntimos apontados como os principais agressores.

A pesquisa usou a técnica de entrevistas abordando as pessoas em “pontos de fluxo populacional”, com uma amostra representativa da população brasileira de todas as classes sociais com 16 anos ou mais. As perguntas foram sobre experiências de violência psicológica, física, sexual e assédio sofridas ao longo da vida e nos últimos doze meses.

Esse é um tipo de pesquisa que permite obter, através da vítima, estimativas sobre a criminalidade total do Brasil. Uma criminalidade que muitas vezes fica oculta nos dados oficiais, já que há vítimas que não procuram o sistema de justiça.

Ao todo foram 2.007 pessoas entrevistadas em 126 municípios de pequeno, médio e grande porte, entre 10 e 14 de fevereiro de 2025 (a margem de erro para o total da amostra nacional é de 2,0 pontos para mais ou para menos).

Um módulo específico de “autopreenchimento”, teve questões sobre vitimização aplicadas somente às mulheres, que foram 1.040 na amostra geral. Dessas, 793 aceitaram participar do módulo, e foram orientadas a responder sozinhas e diretamente no tablet (a margem de erro aqui é de 3,0 pontos para mais ou para menos).

Acesse a pesquisa completa em: https://publicacoes.forumseguranca.org.br/items/7c9f57aa-e7d6-4d96-8f11-768fe85a2084