A cada eleição, o aborto aparece no debate público, e quase sempre acompanhado do discurso de que criminalizar é defender a vida. Acontece que os dados mostram outra coisa.
No Brasil, o aborto inseguro está entre as cinco principais causas de mortalidade materna. Entre 2010 e 2020, foram registradas 723 mortes por complicações relacionadas ao aborto. Como a criminalização dificulta a identificação e a notificação desses casos, pesquisadores/as apontam que esse número pode ser ainda maior.
Enquanto isso, a Organização Mundial da Saúde afirma que o aborto é um procedimento seguro quando realizado em condições adequadas e com acesso aos cuidados necessários.
Ou seja, defender a legalização do aborto é defender que ninguém morra por falta de acesso. E não há nada mais pró-vida do que garantir o acesso a um cuidado em saúde.
Referências:
ð¹ Gênero e Número. Aborto inseguro afasta Brasil de meta da redução da mortalidade materna (2022): https://www.generonumero.media/reportagens/aborto-mortalidade-materna/
ð¹ Organização Mundial da Saúde (OMS). Abortion care guideline (2022): https://www.who.int/publications/i/item/9789240039483
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