Em junho de 2026 a Nem Presa Nem Morta participou da Conferência sobre Aborto e Justiça Reprodutiva (ARJC na sigla em ingês), realizada no Quênia. Este é um dos principais encontros globais dedicados ao tema da luta pelo direito ao aborto e por justiça reprodutiva, e aconteceu pela primeira vez no continente africano, puxado pela Rede Mama, um coletivo que surgiu em 2016 e atua em 20 países da África.
Ativistas, pesquisadoras, profissionais da saúde e organizações de mais de 90 países compartilharam suas experiências e debateram estratégias para enfrentar os desafios que atravessam a garantia dos direitos reprodutivos em diferentes contextos.
A participação da NPNM foi marcante no debate sobre a urgência de ampliar o financiamento de organizações negras e antirracistas, reconhecendo seu papel fundamental no enfrentamento das desigualdades estruturais que atravessam o acesso ao aborto e à justiça reprodutiva.
Outro ponto central de atenção foi a importância de produzir dados e identificar necessidades a partir de uma perspectiva interseccional, construindo metodologias para responder à s realidades de quem enfrenta as maiores barreiras no acesso aos direitos.
Também acompanhamos importantes reflexões sobre as experiências transmasculinas na agenda da justiça reprodutiva, conduzidos por organizações e coletividades latino-americanas com o lema: Aborto legal e seguro para todes!
Trouxemos, na bagagem de retorno do Quênia, novas parcerias, aprendizados e uma certeza: a de que fortalecer a luta por justiça reprodutiva requer cooperação inter-regional, solidariedade entre movimentos e o reconhecimento de que esta é uma luta plural, referenciada na diversidade de sujeitos e territórios.
Seguimos. ââð¿
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