🚨 O sistema ONU está atento às violações do direito ao aborto legal no Brasil!

Entre 7 e 11 de julho, o Grupo de Trabalho da ONU sobre Discriminação contra Mulheres e Meninas esteve no país para acompanhar, em visita inédita, os retrocessos nos direitos sexuais e reprodutivos.

A agenda da visita — construída por organizações feministas e de direitos humanos — passou por São Paulo, Brasília e Goiânia, reunindo denúncias sobre violência institucional, fechamento de serviços de aborto legal, criminalização de profissionais da saúde e ofensivas contra o direito ao aborto.

A vinda foi articulada por Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde, Conectas Direitos Humanos, Campanha Nem Presa Nem Morta, Criola, Center for Reproductive Rights, Ipas – Parceiras pela Justiça Reprodutiva e Instituto Terra, Trabalho e Cidadania (ITTC).

Para Ivana Krstić, especialista do Grupo de Trabalho da ONU, “é definitivamente uma questão de igualdade de gênero. Respeitar, proteger e garantir os direitos humanos significa revisar a criminalização do aborto e assegurar que profissionais não impeçam procedimentos por objeção de consciência. O Estado tem obrigação de garantir serviços disponíveis e acessíveis”.

A escuta direta do sistema ONU acontece em um momento urgente, em que os direitos reprodutivos vêm sendo atacados por uma agenda conservadora. É hora de fortalecer a mobilização por justiça reprodutiva e pelo direito de decidir.

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