Como falar em justiça reprodutiva quando a vida é constantemente ameaçada pelas balas do Estado? 

A operação mais letal do estado do Rio de Janeiro está acontecendo hoje e já matou mais de 64 pessoas. O Governo Cláudio Castro está longe de acabar com a criminalidade, mas segue apostando na militarização da vida, tratando a população de determinados territórios como “inimiga” e algumas vidas como descartáveis. 

A ocupação desses territórios afeta milhares de pessoas que são privadas de mobilidade, de acesso à saúde e à educação. Só na operação de hoje:

- 12 linhas de ônibus tiveram itinerário interrompido ou suspenso; - 46 escolas não funcionaram; - 5 Unidades de Atenção Primária à Saúde não funcionaram; - A Clínica da Família Zilda Arns (Complexo do Alemão) abriu, mas suspendeu todas as atividades no começo da tarde.

A luta por justiça reprodutiva é também a luta pelo fim das operações policiais nas favelas e periferias, pelo fim da militarização da vida. É lutar para que todas as pessoas possam viver em paz, sem medo de perder a própria vida — ou a vida de um filho — por uma “bala perdida”. Para que ninguém seja impedido de acessar um serviço de saúde, de trabalhar, ou de mandar os filhos à escola porque o Estado transformou seu território em um campo de guerra. É lutar pelo fim da violência racista que mata e desaparece com filhos, irmãos e netos de trabalhadoras. 

A justiça reprodutiva anda de mãos dadas com a desmilitarização do Estado, porque é sobre viver com dignidade, liberdade e segurança!

#foraclaudiocastro #NemPresaNemMorta