Um homem que se passava por médico foi preso no Rio de Janeiro, em junho, após a morte de uma paciente numa clínica clandestina de aborto. Ele cobrava R$ 5 mil, não possuía equipamentos adequados e a polícia encontrou papel toalhaâ, entre os insumos que ele utilizava.
O direito ao aborto é reconhecido pela Organização Mundial da Saúde, e o procedimento classificado como simples e seguro, quando feito da forma correta.
O risco não está no ato de interromper uma gravidez. O risco está em criminalizar quem precisa desse cuidado e forçar a busca pela clandestinidade. Com isso, criminosos se aproveitam da proibição e realizam procedimentos sem qualquer estrutura.
Enquanto o país insistir em tratar aborto como caso de polícia, e não de saúde pública, outras histórias como essa vão se repetir.
Referências:
ð¹Falso médico é preso por realizar abortos clandestinos na Barra da Tijuca; uma paciente morreu: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/06/05/falso-medico-e-preso-por-realizar-abortos-clandestinos-na-barra-da-tijuca-uma-paciente-morreu.ghtml
ð¹OMS, fact sheet âAbortoâ (dez/2025): https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/abortion
ð¹ Pesquisa Nacional de Aborto 2021: https://doi.org/10.1590/1413-81232023286.01892023
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