Garantia do Aborto Legal para Crianças e Adolescentes

Defender a garantia do aborto legal para crianças e adolescentes é afirmar:

  • Nenhuma criança grávida deve ser submetida à burocracia, ao tratamento violento ou à negação de acesso ao aborto legal.
  • A lei que criminaliza o abuso presume responsabilidade do Estado em proteger, não em punir a vítima.
  • Aborto legal é uma medida de proteção e cuidado com a infância e vida de crianças e adolescentes.

Mapeamento de fluxos de atendimento, treinamento de conselheiras/os e articulação para que crianças acessem o procedimento sem impedimentos.

Mídia e redes para denunciar entornos que boicotam o atendimento.

Para que possam acolher sem hostilizar e sem impor normas ilegítimas. Saiba mais no site da Campanha Criança Não É Mãe.

Para combater projetos, como o PL do Estuprador (PL 1904/2024), que visam restringir direitos já garantidos, especialmente quando atingem meninas que sofrem abuso. 

A gravidez na infância é sempre fruto de estupro de vulnerável; se trata de não punir quem aborta, mas proteger quem sofreu violência.

A mortalidade materna entre meninas menores de 14 anos é alta: os casos de partos prematuros, anemia, depressão e risco de complicações na gestação e parto são muito superiores aos de mulheres adultas.

As crianças que se tornam mães têm alto risco de abandono escolar, resultando em exclusão profunda e repetição intergeracional da pobreza.

Segundo pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com o Ministério da Saúde, 73,6% das meninas mães menores de 14 anos são pretas ou pardas e vivem no Norte e Nordeste (dados de 2011 até 2021).

Negar acesso ao aborto é desrespeito à Constituição Federal.

Descriminalização 
e Legalização do Aborto