#RelatórioPEC29 #Desmentindo Lá vem textão mas essa merece: Em primeiro lugar, não existe qualquer referência, no relatório, a que pesquisas são essas que comprovam que a maioria das mulheres apresentam transtornos mentais associados ao aborto. Além disso, vários estudos mostram justamente o contrário, por exemplo: uma semana após o aborto, as mulheres de determinado grupo “sentiram mais arrependimento, tristeza e raiva sobre a gravidez do que sobre o aborto, e sentiram mais alívio com o aborto do que com a gravidez”. O argumento não só está errado, como seria correto dizer justamente o contrário: segundo o Conselho Regional de Psicologia de São Paulo, negar o direito ao aborto à mulher traz sofrimento psíquico intenso, “e pode colocar em risco sua saúde mental, considerando-se também a séria possibilidade de gerar condições de vulnerabilidade social e psíquica pelo resto de suas vidas”. Há, ainda, um estudo realizado em um serviço de aborto legal no Brasil que revela que “o não acesso ao aborto possui potencial risco de produção de sofrimento psíquico para as mulheres, sendo que o aborto representa alívio para parte delas, quando realizado em condições seguras.” https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1363/4512213