Com o isolamento social, as mulheres estão mais sujeitas à violência doméstica e sexual - e, por isso, mais sujeitas a gestações não planejadas. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ No Brasil, a gravidez por estupro dá à mulher o direito ao aborto legal até as 22 semanas de gestação. Mas profissionais de saúde que trabalham nesses serviços relatam que a procura por aborto legal diminuiu durante a pandemia, por efeito da quarentena e, em muitos casos, porque o acesso a cidades onde existem serviços funcionando está interrompido. Com as mudanças nos serviços de saúde para atender as demandas da COVID-19, as mulheres correm o risco de chegar ao local e não conseguir atendimento ou, quando atendidas, enfrentarem a falta dos medicamentos necessários. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ No Brasil, uma mulher morre a cada 2 dias por conta de abortos inseguros. É urgente que, neste momento, as mulheres que engravidem em decorrência de violência sexual tenham acesso garantido ao aborto legal, se assim desejarem. Garantir serviços próximos a essa mulher ou alternativas que possibilitem a interrupção segura da gestação nos casos permitidos pela lei brasileira são fundamentais para reduzir a mortalidade materna durante a pandemia da COVID-19.



