Já temos no Brasil um serviço de interrupção legal da gravidez via telemedicina que está sendo realizado por iniciativa da ginecologista e obstetra Helena Paro, coordenadora do Núcleo de Atenção Integral a Vítimas de Agressão Sexual (Nuavidas) do Hospital das Clínicas de Uberlândia. Durante a pandemia, este serviço já é amplamente adotado onde o aborto é legalizado, como o Reino Unido e os Estados Unidos.

No Brasil, o aborto só é permitido em casos de estupro, risco de vida à gestante e anencefalia fetal. Por enquanto, no atendimento via telemedicina do Nuavidas, o serviço funciona de forma mista e o primeiro atendimento ainda precisa ser feito de forma presencial. Depois do primeiro encontro, todo o procedimento da interrupção da gestação e o acompanhamento posterior é feito remotamente, via telefonemas, chamadas de vídeo e mensagens de WhatsApp. O acompanhamento continua sendo feito de forma remota e, depois de algumas semanas, o teste de gravidez é refeito para saber se o procedimento foi concluído com sucesso. Como as pacientes elegíveis para o serviço são vítimas de violência sexual, elas ainda seguem sendo acompanhadas pela equipe do Nuavidas por seis meses.

Desde agosto de 2020, 15 procedimentos já foram realizados e Helena Paro está finalizando um projeto de pesquisa para implementar o protocolo de interrupção da gravidez via telemedicina em outros dez serviços de aborto legal espalhados pelo país. A ideia é que o serviço continue sendo oferecido, mesmo após a pandemia. O que seguramente é um avanço para garantir o acesso ao direito ao aborto para muitas mulheres. . Apoie nosso trabalho! Curta, comente, salve, compartilhe nosso conteúdo e ajude a aumentar nosso engajamento junto a muitas outras mulheres!