No Equador há sanções, de até três anos de prisão, para quem recorre ao aborto. A autorização para a interrupção de uma gestação ocorria apenas quando a saúde da grávida estivesse em risco ou em caso de estupro, se a mulher tivesse deficiência mental. Na semana passada, no Equador, uma resolução da Corte Constitucional (CC) considerou a legislação que criminaliza o aborto em caso de estupro inconstitucional. Antes, só era autorizado se a mulher fosse portadora de deficiência mental. Pela decisão, está nas mãos do legislativo regulamentar como a decisão será colocada em prática. Uma imensa vitória dos grupos feministas e demais movimentos sociais do Equador na defesa dos direitos das mulheres.

Por outro lado, nesta mesma semana, o governador do estado de Oklahoma , nos Estados Unidos , assinou três projetos de lei relacionados ao aborto. Em um deles, os médicos podem enfrentar acusações criminais caso realizem o aborto de um feto que já tenha batimentos cardíacos, o que ocorre por volta da quinta ou sexta semana de gravidez. Além disso, os profissionais também podem ter suas licenças médicas cassadas por "conduta não profissional". A lei vale caso o procedimento não seja considerado necessário, ou seja, crucial para salvar a vida da mãe ou evitar que ela fique permanentemente incapacitada. Um grande retrocesso.

Vejam, são vitórias e derrotas constantes na luta pelos direitos reprodutivos das mulheres. Mulheres tem seu útero tutelado pelo Estado, são alienadas do controle reprodutivo do seu corpo todo tempo, em toda parte. Devemos seguir incansáveis. Atentas. Unidas. Até que todas estejamos livres. . Quer ajudar esse conteúdo a chegar em cada vez mais mulheres? Curta, comente, salve, compartilhe com as amigas! . #abortolegal #feminismo #nempresanemmorta