via @portalcatarinas

Mariana*, 18 anos, moradora da cidade de Gramado no Rio Grande do Sul, foi estuprada no fim de 2020. Em janeiro de 2021, descobriu-se grávida. Decidiu por não carregar em seu útero o resultado daquela violência repulsiva. Mariana* só não imaginava a via-sacra que percorreria para interromper a gravidez em um país que permite o direito ao aborto em casos de violência sexual, mas dificulta o acesso. Durante a busca por ajuda em um caminho torturante, a palavra dela foi desvalidada diversas vezes. O procedimento só foi realizado depois que a 2ª instância da justiça gaúcha intercedeu a seu favor, quase três meses depois da primeira negativa.

Em 19 de janeiro deste ano, Mariana* fez a primeira tentativa de interrupção. Munida das informações necessárias sobre o aborto legal facilitadas pela cor branca de sua pele, somada à classe social da qual faz parte, ela deu entrada no Hospital Geral de Caxias do Sul, localizado a 70 km de Gramado. A instituição abriga o Programa de Atendimento às Vítimas de Violência Sexual (Pravivis), referência no estado. De acordo com o relato da jovem ao Tribunal de Justiça do RS, ela foi atendida por uma equipe multidisciplinar e teve o procedimento negado por não ter registrado BO. Iniciava assim, a luta pela garantia ao direito do aborto legal.

Após 13 semanas do primeiro pedido de ajuda, o TJRS deu parecer favorável à interrupção da gravidez. Na decisão, o desembargador Luiz Mello Guimarães escreveu: “(...) tão ou mais grave que autorizar a interrupção da gestação sem a certeza desse estupro é negá-la”.

Leia a reportagem completa de Juliana Rabelo no Portal Catarinas.

Arte: @bealake / Vídeo: @___arica . Curta, salve, comente, compartilhe e ajude a engajar nosso conteúdo. .

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