O rascunho de um documento interno da Suprema Corte dos EUA vazou ontem à noite. O texto confirma o que já se previa: a inclinação de magistrados/as para derrubar o direito ao aborto no país, garantido desde 1973 após decisão do julgamento Roe vs Wade.
Juízes progressistas tentam mudar voto de cinco conservadores/as que querem a derrubada. O documento, assinado pelo juiz Samuel Alito, revela, antes da hora, a posição da maioria de que a decisão de permitir ou não o aborto deve ser de cada estado. É a primeira vez que um documento nesses moldes é revelado ao público antes da decisão.
Hoje, com a decisao de Roe vs Wade em vigor, o aborto é permitido até a 22ª semana de gestação, limite médio em que o feto não viveria de forma independente fora do útero.
Parlamentares dos EUA temem que, caso a decisão seja publicada, outros direitos civis sejam atacados, como o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Toda a discussão acontece no âmbito do caso “Dobbs v. Jackson Women’s Health Organization”, que chegou à Suprema Corte em dezembro após à organização questionar uma lei estadual do Mississipi que proíbe aborto após 15 semanas.
Mas o que acontece agora? Por enquanto, nada. A decisão cabe ao plenário da Suprema Corte e até lá magistrados/as conservadores podem mudar seu voto e a derrubada não vingar.



