A Declaração do Consenso de Genebra sobre Saúde da Mulher e Fortalecimento da Família foi assinada em 2020 por Bolsonaro, Trump e alguns outros países. Ao assumir, Biden retirou os Estados Unidos da aliança que tem como objetivo impedir avanços importantes nos direitos sexuais e reprodutivos, como a ampliação do acesso ao aborto.
Em nota conjunta divulgada hoje pelos Ministérios das Relações Exteriores, da Saúde, das Mulheres e dos Direitos Humanos e da Cidadania, o governo brasileiro anuncia a saída da aliança ultraconservadora por entender que ela "contém entendimento limitativo dos direitos sexuais e reprodutivos e do conceito de família e pode comprometer a plena implementação da legislação nacional sobre a matéria, incluídos os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS)".
A retirada do Consenso era uma das nossas demandas (e de outros tantos parceiros e parceiras) para o novo governo no campo da justiça reprodutiva.



