São Paulo acolhe antidireitos!

O Governo do estado de São Paulo sediou, entre 28 e 30 de março, o 2º Congresso Internacional Vida e Família, que reúne organizações a autoridades posicionadas contra o direito ao aborto para discutir estratégias políticas de retrocesso.

Sem admitir oficialmente sua participação, a Prefeitura de São Paulo marcou presença com uma fala do secretário da Casa Civil, Enrico Misasi (MDB) e o comparecimento da secretária-adjunta de Direitos Humanos e Cidadania, Stella Verzolla. Já Angela Gandra, atual titular da pasta de Relações Internacionais da cidade e notória liderança mundial na articulação antiaborto, não foi vista pela reportagem. Mas estamos certas de seu lugar de referência no evento.

Representantes do Conselho Federal de Medicina - como o conhecido Raphael Câmara - palestraram em defesa da objeção de consciência e da resolução do CFM que quis proibir o aborto com mais de 22 semanas, mesmo em caso de estupro.

Na lista de presenças estavam parlamentares da extrema-direita, como Eduardo Girão, Chris Tonietto e Sonaira Fernandes; representantes religiosos (o arcebispo de São Paulo, cardeal dom Odilo Scherer, também palestrou); além de influenciadores conservadores e organizações internacionais antiaborto.

Você deve se lembrar que a prefeitura de Nunes está no centro do debate sobre o direito ao aborto e tem se envolvido em polêmicas desde do fechamento do serviço no Vila Nova Cachoeirinha, hospital de referência para atendimento ao aborto legal na capital paulista. Depois de fechar o serviço em dezembro e 2023, sua gestão perseguiu equipe médica e pacientes de forma ilegal e vem descumprindo ordens da Justiça de São Paulo, que determinou a reabertura do centro de referência no começo de março.

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