Uma menina de 12 anos, migrante venezuelana da etnia Warao, morreu por complicações de uma gravidez resultante de violência sexual. A família da menina só descobriu a gravidez com cerca de seis meses de gestação. Na véspera da morte, a família chegou a levá-la ao posto de saúde, mas segundo o tio “não aferiram a pressão arterial da menina: deram-lhe medicamentos para dor e a mandaram de volta para casa.”

⚠️ Infelizmente esse não é um caso isolado: os riscos de morte durante a gravidez, o parto e o pós-parto são 5x maior nessa faixa etária, até 14 anos, do que nas outras, segundo a OMS. No Brasil, toda menina de até 14 anos grávida tem direito ao aborto legal, já que a lei brasileira reconhece que todo ato sexual com meninas dessa idade é violência sexual.

Mesmo com o direito ao aborto legal, cerca de 20 mil crianças dão à luz anualmente no nosso país. De 2019 a 2023, 51 meninas morreram no Brasil em consequência da gravidez. As barreiras para acessar o aborto legal no Brasil são muitas, entre elas, o encaminhamento da equipe de saúde para atendimento pré-natal sem dialogar sobre a possibilidade de interrupção da gravidez.

‼️ Toda gravidez em crianças é resultado de violência sexual e representa alto risco de morte. Garantir o direito ao aborto legal é defender a vida e o futuro dessas crianças.

#CriançaNãoÉMãe