Nesta Semana Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, falar sobre violência sexual contra crianças no Brasil exige romper uma imagem construída há anos: a de que o perigo sempre vem de fora.

A maioria das violências acontece dentro de casa. São praticadas por familiares, pessoas próximas e homens conhecidos pelas vítimas. Muitas vezes sustentadas pelo silêncio, pela dependência financeira, pelo medo e, principalmente, pela naturalização da violência contra meninas.

Além disso, o Brasil registra milhares de partos infantis todos os anos – mesmo que a legislação garanta o direito ao aborto em caso de abuso sexual. Por receio, questões morais ou até a falta de acesso ao procedimento de interrupção da gravidez em seus territórios, as crianças são submetidas à continuação da violência, tendo suas próprias infâncias negadas.

Criança Não É Mãe! Garantir proteção, escuta e acesso ao aborto legal também é faz parte da luta para enfrentar a violência sexual infantil.

#CriançaNãoÉMãe #NemPresaNemMorta